POR QUE FOTOGRAFAMOS?
Nós não fazemos ou admiramos fotografia porque é “bonitinho”. Nós fazemos e admiramos fotografia porque pertencemos à raça humana. E a raça humana é repleta de paixão. Engenharia, Administração, Direito, Medicina são ferramentas nobres e necessárias para dar suporte à vida. Mas beleza, romance, amor e tantos outros sentimentos que expressamos através fotografia, são eles que dão sentido à vida.
Comodo (inspirado em Peter Weir)
PARA REFLETIR
“Fotografar não é PRODUZIR imagens. Fotografar é SEDUZIR com imagens.” (COMODO)
É muito comum os alunos me perguntarem sobre como utilizar melhor os recursos técnicos de um determinado equipamento. Da mesma forma, os alunos – e muitos fotógrafos do meu círculo de amizade – adoram criar teses e pensamentos filosóficos sobre aquilo que eu mais gosto de estudar e ensinar: as técnicas de composição – que garantem equilíbrio e coerência a uma fotografia.
No entanto, é com tristeza que eu vejo a imensa maioria dos fotógrafos esquecer que, na essência, uma fotografia deve SEDUZIR o expectador. Estou farto de olhar ao redor e perceber que muitas fotografias maravilhosas são apenas isso: fotografias maravilhosas.
Falta a elas aquele encanto, aquela capacidade de, respeitosamente, arrastar o expectador “para a cama” e fazer amor com ele. É isso.
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PARA REFLETIR
COMECE POR QUALQUER LUGAR.
Não saber por onde começar, nos ensinamentos de John Cage, é uma das piores formas de paralisia. E é dele o conselho: comece por qualquer lugar. Mais para a frente você terá oportunidades para corrigir a rota e aperfeiçoar a caminhada.
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PARA REFLETIR
O PROCESSO É MAIS IMPORTANTE QUE O RESULTADO.
Quando o resultado dirige o processo, chegamos apenas a lugares onde já estivemos. Se, ao contrário, o processo dirige o resultado, podemos não saber exatamente para onde estamos indo, sabemos que desejamos estar lá.
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AS VANTAGENS DE APRENDER FAZENDO – NA VIDA E NA FOTOGRAFIA!
Conversando via Skype com um amigo que disse aprender tudo o que precisa através da leitura, INCLUSIVE FOTOGRAFIA, eu o questionei sobre a dificuldade colocar em prática toda aquela teoria que os livros ensinam e argumentei com o chavão segundo o qual “a teoria, na prática é outra“.
Esta minha percepção de que a prática normalmente conta mais do que a teoria vem desde os tempos da faculdade de Direito, quando aprendia em poucos minutos nos balcões dos fóruns e nas salas das delegacias muito mais do que em muitas horas nas salas de aula. Não estou despresando a teoria. Apenas acedito que a prática faz nascer em nós um “savoir faire” (ou, saber fazer) insubstituível nos dias hoje, onde a rapidez e a critividade na hora de solucionar problemas conta mais do que as regras teóricas ou filosóficas muitas vezes vazias de sentido e sem resultados práticos.
No entanto, sabe-se lá o motivo, eu (e praticamente todo mundo) muitas vezes acabo deixando de colocar em prática aquilo que sei na teoria. Desta recente conversa com meu amigo surgiu a vontade de escrever estas linhas que, agora, submeto a vocês:
Para começar, vou contar uma experiência pessoal. Eu gosto muito de aprender coisas novas, principalmente, de aprender novas formas de me tornar um ser-humano melhor e de me relacionar com outras pessoas. Depois de ler, ao longo de muitos anos, um bocado de artigos em jornais, revistas e Blogs, tive a impressão de já saber quase tudo sobre o assunto.
Mas ao mesmo tempo eu tinha quase certeza de que eu não estava melhorando enquanto ser-humano e nem estava evoluindo muito nos meus relacionamentos com as pessoas à minha volta. FOI FRUSTRANTE ESTA CONSTATAÇÃO – que como muitas outras, aconteceu durante minha loooonga internação.
Na verdade, esta constatação aconteceu por volta do 4o dia de internação, ainda na UTI, com drenos no cérebro e com todo o tempo do mundo para pensar. A “ficha caiu” de forma dura: Eu sei bastante sobre desenvolvimento pessoal e relacionamentos interpessoais. Falta fazer, colocar mais em prática todas aquelas teorias e validar ou não tudo aquilo que foi lido ou me foi ensinado um dia.
Diante disso, parti para tentar dar uma aplicação imediata para aquilo que eu sabia através dos livros. E a partir do momento que comecei a aplicar o que eu tinha aprendido no campo do desenvolvimento pessoal à minha própria vida, um monte de coisas começaram a fazer a diferença. Todas as aulas que tive um dia, todas as verdades que me ensinaram, de repente passaram a me impactar – algumas se confirmando, outras não.
Acreditem: Existe uma diferença enorme entre simplesmente saber e realmente fazer.
Se você ler todos os livros, blogs e artigos sobre fotografia você provavelmente achará que é muito fácil se tornar um fotógrafo. E é … na teoria. Mas pegue uma câmera DSLR pela primeira vez para fazer uma matéria jornalística, cobrir um evento ou criar a imagem que ilustrará uma campanha publicitária e as minhas apostas são de que você estará chorando de desespero muito antes do que imagina.
Tudo se resume ao velho ditado de que a prática correta leva à perfeição.
Pensando em tudo isso, ouso relacionar para vocês alguns dos benefícios visíveis de aprender fazendo.
1. Você ganha um melhor entendimento do que significa realmente, em termos de facilidade, dificuldades e poder aquilo que você sabe. Usar uma câmera DSLR pode parecer simples se você ler o manual ou assistir a uma aula. Quando você se deparar, entretanto, as sutilezas de ajustar o balanço de branco, controlar a quantidade exata de luz, alinhar o horizonte, dirigir as pessoas, criar ou esconder as sombras, acertar a quantidade exata de “borrado” para dar dinamismo à cena as dificuldades de ser fotógrafo ficarão bem aparentes. Estas são coisas que você jamais aprenderá simplesmente lendo ou ouvindo são, certamente, as mais importantes a saber.
2. Você descobre se, realmente, aquela teoria se aplica a você e se você gosta ou não dos resultados. Uma das primeiras coisas que me ensinaram quando comecei a estudar fotografia foi a fotometria baseadas nas zonas de cinza. Eu achei aquilo lindo. Para mim, tudo fazia sentido e era simples. Comprei alguns livros sobre o assunto, pesquisei muito na Internet, analisava fotografias tentando contar as zonas de cinza. Até o dia em que pegueia minha câmera e fui para a rua colocar aquele conhecimento em prática. Eu estava muito animado até apontar a câmera para aquilo que me interessava e perceber que seria quase impossível eu utilizar aqueles conhecimentos, dos quais eu tanto gostava, na prática. Eu nunca teria pensado que este sistema não era para mim, porque eu simplesmente amei o que eu estava lendo.
3. Você sabe o que você pode ajustar. Só porque, na prática, eu não gostei do sistema de zonas como um todo, não significa que não houvesse partes que eu gostei. Eu passei a ser capaz de escolher quais aspectos do sistema que eu poderia integrar perfeitamente às minhas necessidades. Embora a maior parte dos seres-humanos continue negando, a maioria das coisas não são “tudo ou nada” e normalmente permitem uma utilização parcial ou um ajuste para se tornarem plenamente funcionais a você.
4. Você ganha uma compreensão mais profunda do assunto. Ao fazer algo, você estará aplicando o seu conjunto único de habilidades (o seu repertório), talentos e experiências para aquela atividade. Voltando ao exemplo da fotografia, há um monte de coisas das quais você sentiria falta se apenas aplicasse os conceitos teóricos. Ao aplicar as coisas teóricas você tem a possibilidade de modificar a atividade, experimentar a aprender coisas funcionais para você. É esta experiência em primeira mão que faz com que idéias e conceitos surjam na sua mente e sirvam de alavanca para a criatividade.
5. Aprender fazendo promove o pensamento crítico. O pensamento crítico é uma habilidade importante da vida. Ler e repetir as palavras de outras pessoas como se fossem nossas enriquece muito a nossa própria experiência de vida. Além disso, muito do que lemos ou ouvimos simplesmente não é verdadeiro em determinadas circunstâncias. Fazer as coisas e experimentar permite questionar o status quo, descobrir coisas novas, novos métodos, e faz com que não fiquemos agarrados a uma falsa crença.
Eu não desejo, com este “post“, afastar a importância do conhecimento teórico no contexto do aprendizado – e ele é, certamente, muito importante. Tecnicamente, eu afirmo que tanto o conhecimento teórico quanto o prático são extremamente importantes para o processo de aprendizagem e evolução e muito tempo investido em um ou outro não seja o ideal.
Mas a minha percepção é de que o ser-humano médio está gastando mais tempo em absorção de teorias do que lançando-se à prática responsável e à experimentação. Acredito que a minha responsabilidade de educador me obriga a tentar levar meus alunos ao melhor balanceamento desta equação teoria x prática. E por isso este “post“.
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DICAS PARA MELHORAR O SEU APRENDIZADO
Poucas pessoas compreendem a importância de um aprendizado contínuo ao longo da vida e conseguem perceber o quanto isso está ligado ao próprio desenvolvimento pessoal. Isso para não falar naqueles que confundem aprendizado com treinamento – aprendizado é aquisição novas competências, enquanto treinamento é desenvolvimento de competências que já possuímos.
Neste começo de noite tive uma conversa simplesmente fabulosa com o Rogério – que é PHD em Ciência do Aprendizado. Foi um papo de quase 2 horas onde discutimos as formas como o conhecimento é absorvido pelo cérebro e, mais interessante ainda, quais os “truques” para transmitirmos e absorvermos de forma mais eficiente o conhecimento. Também falamos sobre como o aprendizado contínuo interfere na busca no desenvolvimento pessoal.
Certamente não conseguirei colocar neste “post” tudo aquilo foi conversado. Mas tentarei reunir os principais pontos:
1. FAÇA UM PLANO: Planejamento, certamente, não é uma tarefa simples nem a preferida de muitas pessoas. No entanto este plano é algo que pode facilitar muito a sua vida e é algo essencial na otimização do seu aprendizado. Sem um plano, é quase impossível saber exatamente o que você está fazendo, porque você está fazendo e para onde está indo. Coloque neste plano os motivos pelos quais você vai em busca do aprendizado, quanto tempo você julga necessário e quais os investimentos (financeiros, logistícos, de tempo, etc) que serão necessários. Algumas pessoas incluem no planejamento quem será a pessoa responsável por lhe transmitir os conhecimentos necessários e quais os motivos desta escolha.
2. ANOTE AQUILO QUE VOCÊ PRECISA SABER: Decida o que você precisa aprender e como você pretende utilizar suas novas competências. A partir daí, crie um “Diário do Aprendizado” pois isso é algo importante para o seu desenvolvimento pessoal. Quando você consegue rastrear o “antes” e o “depois”, além de manter-se fiel àquilo que comprometeu-se a buscar, consegue manter-se motivado. As anotações neste “Diário” também serão úteis quando você completar aquele ciclo de aprendizado e for definir o próximo ciclo.
3. COLOQUE EM PRÁTICA, DE FORMA SÁBIA, AQUILO QUE APRENDEU: O conhecimento é, possivelmente, o mais valioso dos bem que uma pessoa pode possuir. No entanto, ele se torna completamente sem sentido caso não seja acompanhado das ações necessárias para produzir efeitos práticos. Ponha seu novo aprendizado em prática – isso o manterá vivo em sua alma, levará a futuros aperfeiçoamentos dele próprio, além de contriuir, de alguma forma, para a evolução das pessoas que te cercam.
4. ANOTE AQUILO QUE VOCÊ APRENDEU: Esta é uma continuação da dica número 2. Fazendo anotações detalhadas sobre a evolução do que aprendeu irá ajudá-lo com as suas sessões de análise. Isso evitará que o seu novo aprendizado se torne um exercício sem sentido ou que você perca o norte. Ao mesmo tempo, as suas anotações devem vir acompanhadas de “insights” sobre utilidades para este novo conhecimento a curto e médio prazos e “plugins” de conhecimento que deverão ser buscados no futuro. Use o seu “Diário do Aprendizado”.
5. COMPARTILHE A SUA APRENDIZAGEM: Isso é mais do que colocar em prática. Sempre que adquirir novos conhecimentos, diga isso para as outras pessoas e compartilhe isso com elas (aliás, este post serve exatamente para isso!). Isso irá reforçar a sua aprendizagem e permite que você avalie a verdadeira extensão da sua compreensão.
6. FAÇA ALGO ESPECIAL POR ALGUÉM: Crie o hábito de marcar cada etapa da sua evolução na busca de novos conhecimentos com algum tipo de atitude inesperada para com uma pessoa do seu convívio. Quem lhe transmite novos conhecimentos não espera nada em troca além do combinado. Mas aprender a mostrar gratidão e principalmente transformar esta gratidão em atitudes que favoreçam outra pessoa, que não aquela que a mereceria, é uma parte importante do seu desenvolvimento pessoal. Do ponto de vista do princípio da Lei da Atração, aquilo que você enviar é o que você terá de volta. Se você ajudar desinteressadamente as pessoas que estão com algum tipo de necessidade, você receberá um gesto semelhante em troca, quando você também estiver em necessidade.
7. ENFRENTE O DESAFIO DAS CRENÇAS E APRENDIZADOS ANTIGOS: Na medida em que o seu aprendizado progride e você passar a conviver com novos horizontes e pontos-de-vista, nem sempre suas crenças e aprendizados anteriores se encaixarão no seu novo “EU”. Terá chegado, então, o tempo de analisar criticamente o seu conhecimento e decidir o que fica e o que vai. Desafie, sem medo, essas crenças e conhecimentos antigos!
8. SEJA SELETIVO AO MONTAR SUAS EQUIPES: Uma pessoa que avança no seu desenvolvimento pessoal e na busca constante de conhecimentos normalmente se torna alguém muito desejado. Embora você deva sempre ter em mente, como um mantra, o dever de compartilhar seus conhecimentos com os outros, cuidado para não se desrespeitar permitindo que tais conhecimentos sejam compartilhados com pessoas que desejem apenas se aproveitar de você e de suas habilidades. Trate de compartilhar aquilo que você tem de mais precioso com pessoas que tenham a mesma nobreza de sentimentos e bons propósitos.
9. CERQUE-SE DE PESSOAS SEMELHANTES: Cercar-se de pessoas que também estejam focadas em seus respectivos desenvolvimentos pessoais irá ajudá-lo a trilhar o seu próprio caminho de maneira segura. Este círculo de amigos, que representam um verdadeiro campo de força, criará uma atmosfera com muita energia positiva para apoiar a sua causa e ajudar no seu aprendizado.
10. RESPEITE A SI MESMO E À SUA APRENDIZAGEM: Jamais encare a si mesmo e ao seu processo de aprendizagem de outra forma que não seja com todo o seu coração. Se isto não acontecer, fatalmente o risco de fracasso na absorção dos novos conhecimentos será muito grande e certamente você sofrerá uma grande decepção. Mantendo e mostrando o respeito você demonstrará – para si e para quem lhe transmite os novos ensinamentos – ser digno do poder que está recebendo e manterá seus níveis de energia e motivação em alta, prontos para evoluir.
Cuide de si e seu aprendizado no que diz respeito, se você encará-la com uma atitude meio coração você logo se des-iludida e desmotivados. Isto conduzirá inevitavelmente ao fracasso e de aprendizagem que não tem valor para você. Mostrando o respeito para a sua aprendizagem irá demonstrar a si e aos outros que você é sério sobre o assunto, o que irá ajudar a manter seus níveis de energia e manter a motivação em alta.
Finalmente, obrigado por ler este post. Por favor, deixe-me saber o que pensa sobree compartilhar suas experiências.
A IMPORTÂNCIA DE SABER ESCUTAR
Há algum tempo atrás, durante a aplicação de um treinamento corporativo do qual eu participei com o Paulo Campos (@pvcampos10), tomei conhecimento da ESCUTATÓRIA – um texto maravilhoso escrito pelo mestre Rubens Alves. Naquele texto ele manifestava a sua indignação com a absoluta falta de um curso de escutatória, enquanto tantos cursos de oratória era oferecidos. Aquilo ficou na minha cebeça martelando e eu passei a socializar esta angústia com as pessoas nos cursos de fotografia da Riguardare e nas palestras que ministro.
Mas hoje, às 22:00 horas, estando ainda internado no quarto 1419 do São Luiz, recebi a visita do meu médico, que acabara uma cirurgia e resolveu passar para ver o meu estado e jogar conversa fora. Começamos a conversar, óbvio, sobre a minha massa encefálica, a conversa evoluiu para as funções específicas das partes do cérebro e fiquei sabendo que, se algo desse errado na minha cirurgia, a uma coisa que sobraria sem seqüelas seria a minha capacidade de ouvir.
Não pude deixar de lembrar do texto “ESCUTATÓRIA” e esse foi o ponto de partida para uma conversa de quase duas horas sobre o ato de escutar, onde muitas notas foram tomadas, que se transformaram neste “post” que agora divido com vocês. Esperam que vocês tenham uma boa leitura e deixem seus comentários ao final.
Basicamente, conversamos sobre formas de “educar o cérebro” para escutar mais e melhor, deixando de apenas ouvir. Aliás, a idéia é deixarmos de sermos apenas “ouvintes” para nos transformarmos em “ESCUTADORES”.
Lá vão as dicas:
1. EXERCITE O SILÊNCIO: Espere pelo menos 3 segundos antes de responder ao seu interlocutor. Isso não apenas motiva a outra pessoa a dizer mais, como dá a você tempo suficiente para lincar idéias e responder e mostra que você estava escutando e não pensando de forma adiantada naquilo que iria dizer.
2. NÃO INTERROMPA SEU INTERLOCUTOR: É chato. Mesmo que você saiba exatamente o que a outra pessoa vai dizer, você vai aprender mais escutando do que mostrando o quão inteligente você é. Você não só você demonstrará interesse legítimo, como permitirá que a outra pessoa diga coisas que você precisa saber.
3. OUÇA SEM PRÉ-CONCEITOS: Pare de julgar outras pessoas antes de ouvir o que elas têm a dizer. Quando você ouve com os filtros do pré-conceito, está automaticamente invalidando a outra pessoa com base no que você percebe.
4. DEIXE SEU INTERLOCUTOR SENTIR-SE OUVIDO: Há uma grande diferença entre o “sentir-se ouvido” e o “sentir-se escutado”. Nós raramente nos preocupanos em dar às pessoas a segurança de que elas estão sendo escutadas por nós.Isso faz toda a diferença e influi de forma razoável naquilo que nos será narrado.
5. ESCUTE COM FOCO EM SOLUÇÕES: Busque comprender aquilo que você escuta sob a perspectiva de soluções que estão sendo criadas. Evite interpretar as palavras escutadas como geradoras de tensões ou problemas – a pré-disposição em acreditar que o diálogo gerará problemas ou atritos fecha os canais cerebrais de raciocínio e buscam dispersar a sua atenção.
6. ESCUTE AS MENSAGENS SUBLIMINARES: Muitas vezes a verdadeira mensagem a ser transmitida pelo interlocutor está nas entrelinhas. E escutar consiste, também, em compreender aquilo que muitas vezes está oculto atrás de um tom de voz, de uma pausa, de uma respiração.
7. “SAIA DA DEFENSIVA“: Nós, como seres humanos, temos uma tendência natural de resistir às novas informações, principalmente àquelas que entram em conflito com nossas crenças. Concentre-se naquilo que está sendo dito, preservando o sentido dado pelo interlocutor, sem tentar adaptar aquilo que foi escutado às suas crenças e valores.
Agora que você já leu estas dicas, tente colocá-las em prática e lembre-se de uma coisa: Tudo o que as pessoas querem é ser escutadas e reconhecidas.
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ALGUNS HÁBITOS QUE MATAM A CRIATIVIDADE
“The brain is a wonderful organ. It starts the moment you get up and doesn’t stop until you get into the office.” — Robert Frost
Ontem de noite, pelo SKYPE, tive uma conversa interessante com um amigo fotógrafo sediado em Vancouver e que há mais de 10 anos foi meu colega de curso no “New York Institute of Photography”. Nós não nos falávamos há pelo menos 5 anos e aproveitamos para relembrar algumas coisas que aprendemos naquela semana de curso em Nova Iorque. O fruto desta conversa vocês pode ler abaixo:
Não é verdade que apenas as pessoas inteligentes sejam, também, criativas. Pesquisas científicas mostram que, a partir do QI 120, inteligência e criatividade deixam de andar juntas.Isso quer dizer que, mesmo que você não seja muito esperto, ainda tem potencial para ser uma pessoa criativa.
O problema é que muitas pessoas sabotam os caminhos criativos de seus cérebros criando – ou aceitando que lhe imponham – hábitos pouco favoráveis à critividade. E neste post eu vou tentar analisar alguns deste hábitos:
1) CRIAR E AVALIAR AO MESMO O TEMPO: É um grande erro tentar usar dois tipos de pensamentos ao mesmo tempo, pois você acaba criando freios que não te permitem evoluir em nenhum pensamento. Tecnicamente, CRIAR significa gerar novas idéias, visualizando, olhando para frente, considerando as possibilidades sem pré-conceitos enquanto AVALIAR significa analisar e julgar, escolher idéias e classificá-las como boas ou ruins, úteis ou inúteis. É muito mais criativa aquela pessoa que primeiro deixa o cérebro criar as idéias e formatá-las, para só depois começar a avaliação.
2) A SÍNDROME DOS PERITOS: Algumas das idéias mais bem sucedidas do mundo partiram de alguém que não acreditou quando os “gurus” afirmaram que aquilo seria impossível. E isso acontece porque sempre há algo a que os “gurus” não têm acesso nas novas idéias. É sábio ouvirmos aquilo que os peritos em determinada área ensinam, mas é imprudente deixar de questionar os limites de tais ensinamentos. Jamais abandone suas idéias apenas porque um perito lhe disse que as mesmas não irão funcionar. Acredite mais em você do que nos peritos.
3) O MEDO DO FRACASSO: As pessoas criativas sempre afirmam que, para aumentar o seu índice de acertos, você precisa cometer mais erros. Ou seja, quanto mais você se arriscar, com mais frequência você atingirá o sucesso – a questão é você ter a segurança de que os seus acertos geniais compensarão com folga os erros idiotas cometidos pelo caminho. E mais um detalhe: Em termos de criatividade sucesso e fracasso são resultados que dependem apenas das metas que você estabeleceu. Por isso cuidado para não se sabotar estabelecendo metas inatingíveis. Aquilo que você adjetiva como fracasso, pode ser um tremendo sucesso sob o ponto de vista de outra pessoa.
4) MEDO DO CAOS: Pode parecer estranho, mas uma quantidade razoável de coisas funciona contrariando todas as regras e expectativas. Na medicina, por exemplo, os médicos têm uma frase célebre que diz o seguinte: “A clínica é soberana”. Isso quer dizer que é bastante comum um paciente com exames que dizem estar ele quase morto, receber alta médica e seguir a vida de forma natural. Muitas vezes as pessoas abortam idéias interessantes simplesmente porque acham que elas não funcionariam por lhes faltar coerência e organização. Há, no mundo, coisas que nós nunca entenderemos e problemas que jamais serão resolvidos. Aceitar isso, liberta nossa capacidade criativa.
5) FALTA DE AUTOCONFIANÇA: Um certo nível de incerteza acompanha cada ato criativo – e uma dose de auto-dúvida é saudável até por questões de sobrevivência. Mas nós devemos sempre ter confiança em nossas habilidades (que já possuímos ou que oremos adquirir “on demand”) para criar e executar as soluções para os problemas propostos. Quando você aceita e enetende que as idéias criativas, num primeiros momento, parecem malucas e que o fracasso não é o fim do mundo, mas apenas uma experiência de aprendizagem, você está no seu caminho para se tornar mais confiante e mais criativo, pois nada é impossível. Em vez de dividir o mundo entre o possível e o impossível, tente dividi-lo em o que você tentou e aquilo que você ainda não tentou. Há um milhão de caminhos para o sucesso.
6) O DESÂNIMO DAS OUTRAS PESSOAS: Mesmo que você tenha uma mente bem aberta e a capacidade de ver o que é possível e executar, a maioria das pessoas em torno de você não vai ter a mesma capacidade. Eles vão te dizer de várias maneiras, muitas vezes sutis, para você se conformar, ser sensato, e não balançar o barco. Por favor, ignore solenemente estas pessoas. O caminho para cada vitória é pavimentado com as previsões de fracasso. E quando você tiver uma grande vitória em seu currículo, todos os seus opositores fecharão a boca e passarão a vê-lo por aquilo que você é – uma força criativa.
7) O EXCESSO DE INFORMAÇÕES: Os especialistas chamam de “paralisia da análise” aquela condição de passar tanto tempo pensando em um problema e enchendo o cérebro com tanta informação que você perde a capacidade de agir. Há quem diga que a informação é para o cérebro o que é alimento para o corpo. É verdade. Mas, assim como você pode comer demais, você também pode pensar demais. As pessoas mais bem sucedidas que eu conheço sabem quando é hora de parar de colher informações e começar a ação. Muitas vezes, executar um bom plano hoje é melhor do que esperar por um plano melhor amanhã.
A PRISÃO DOS FALSOS LIMITES: Crie um problema e pergunte a solução para um escritor. Certamente ele lhe dará uma solução que passará por palavras e textos. Pergunte para um designer e a solução passará a envolver recursos visuais. Pergunte a um blogueiro e certamente a solução passará pela criação de blog. Nós todos somos um produto da nossa experiência. Mas as limitações que temos são auto-impostas. Eles são falsos limites. Esteja aberto a qualquer coisa. Saia de sua zona de conforto. Pense em como aquelas pessoas em áreas não relacionadas fazem o que fazem. O que parece impossível hoje pode parecer surpreendente factível amanhã.
Se você percebe a presença de algumas destas barreiras em si mesmo, não se preocupe. Na verdade, alegre-se! Saber o que está prendendo você é o primeiro passo para quebrar as barreiras da criatividade.
COMODO
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FELICIDADE É UM HÁBITO, CULTIVE-A
Caros leitores,
Poucas coisas são tão desejadas pelo ser humano quanto a FELICIDADE. Não tenho notícias de pessoas que gostem e que busquem deliberadamente a tristeza e a depressão.
Nesta minha estada no hospital – e hoje (11/10) completei 21 dias internado – conheci um monte de pessoas. Passei pelo pronto socorro, pela UTI algumas vezes, duas vezes pela sala de cirurgia (meio groge em ambas as vezes), em três quartos diferentes e conheci praticamente todas as equipes de enfermeiras. Conversei bastante com todo mundo e prometi para estas pessoas que destas conversas surgiria um post no Blog da Riguardare. E é por isso que escrevo.
Juntei tudo – ou quase tudo – que foi conversado, misturei com a fotografia e decidi escrever algumas “dicas” para buscar a felicidade. Ou como tornar-se um “fotógrafo mais feliz”.
Uma primeira observação é que as pessoas felizes também ficam amoadas, tristes e deprimidas. A questão é que elas não deixam que estes sentimentos lhes tome a alma. A alma, a essência, segue feliz apesar das provações – e provocações – da vida. Vamos às reflexões:
1) APRECIE A VIDA: Seja grato por acordar todas as manhãs e reaprenda a cultivar um senso de admiração infantil pela vida. Aproveite ao máximo cada dia, fazendo aquilo que você gosta e, de preferência, de acordo com os seus métodos. Não considere nada como sendo absoluto. Tudo é mutável ou, no mínimo, reinterpretável.
2) ESCOLHA SEUS AMIGOS DE MANEIRA SÁBIA: Busque cercar-se de pessoas que compartilhem dos seus valores e objetivos. Amigos que tenham a mesma ética que você irão encorajá-lo a lutar pelos seus sonhos e a se sentir bem consigo mesmo.
3) SEJA ATENCIOSO: Saiba olhar para as pessoas compreendendo o que elas têm de melhor. Respeite as pessoas por aquilo que elas são. Ofereça ajuda desinteressada e contente-se com um sorriso. Tente iluminar o dia das pessoas com as quais você entrar em contato.
4) APRENDA CONTINUAMENTE: Isso vale para aquilo que representa a sua fonte de renda e, também e principalmente, para aquilo que desperta seu interesse não profissional: dance, esquie, pule de para-quedas, nade, corra. Desenvolva novas habilidades e obrigue seu cérebro a pedir mais.
5) RESOLUÇÃO CRIATIVA DE PROBLEMAS: Sempre que encontrar um desafio, encare-o. E não deixe que as dificuldades na solução afetem seu bom-humor. Tenha os obstáculos como oportunidades para a busca por novos caminhos. Confie nos seus instintos. Quase sempre isso dá certo.
6) FAÇA O QUE VOCÊ AMA: Isso, eu ouvi da boca de uma enfermeira dentro da UTI: “Apenas o amor pela minha profissão dá sentido às noites que passo aqui”. Nós gastamos uma parte enorme da nossa vida trabalhando e isso é tempo demais para fazermos algo que não amamos. Nenhum dinheiro vale uma vida contrariada, exercendo uma profissão que não nos dê prazer.
7) APROVEITE A VIDA: Essa surgiu de um papo com o Sérgio, o incansável enfermeiro da UTI que, quando não estava ressuscitando o senhorzinho do meu lado esquerdo, parava para falar da vida comigo: Passado é passado, futuro é futuro. A hora que precisa ser desfrutada é esta que está sendo vivida. Precisamos de tempo HOJE, para cheirar flores, caminhar à beira-mar, meditar. Aproveitemos o momento atual para observar a beleza que existe no nosso entorno – mesmo que estejamos numa sala de UTI.
RIA: Não se leve a sério demais. O humor está em todas as partes e seu cérebro precisa se acostumar a olhar o lado mais descontraído e cômico da sua existência. Mas cuidado, pois rir demais é desespero.
9) PERDOE: Quem mais se machuca com o rancor é quem o nutre. Perdoar os outros é algo que ajuda mais a nós do que aos outros, pois é a nossa paz de espírito que está em jogo. Saiba, sobretudo, perdoar a você mesmo.
10) SEJA GRATO: Não perca tempo e diga logo para seus amigos, familiares e para todo mundo o quanto você lhes é grato pelo carinho que deles recebe. Seja grato por ter um lar, seja grato por ter um trabalho. O exercício da gratidão o torna mais próximos das pessoas que realmente importam na sua vida.
11) MANTENHA A SUA PALAVRA: Honestidade é a melhor política. Cada ação e decisão que você fizer deve ser baseada na honestidade. Seja honesto consigo mesmo e com seus entes queridos, custe o que custar.
12) MEDITE: Isso me foi ensinado pelo Dr. Elder, o cara que salvou minha vida. A meditação dá ao nosso cérebro, normalmente hiperativo, momentos de importante descanso. Quando nosso cérebro está descansado, temos mais energia e funcionamos num nível superior.
13) SEJA OTIMISTA: Tudo acontece por alguma razão – mesmo que jamais venhamos a descobrir esta razão. Cabe a nós, pelo menos, olhar para cada situação e buscar coisas positivas para elevar o nosso espírito. É a história de olhar sempre o copo como estando meio cheio. Não é tão difícil substituir pensamentos negativos por positivos.
14) SEJA PERSISTENTE: Nunca desista. Você nunca irá falhar, a menos que desista. Concentre-se naquilo que você quer e busque as habilidades necessárias para a sua conquista. Nós sempre estamos mais felizes naquele caminho que nos conduz para algo que desejamos.
15) SEJA PROATIVO: Essa eu ouvi do infectologista que diagnosticou a minha meningite: “Aceite de forma honrosa aquilo que não pode ser mudado. As pessoas felizes não desperdiçam energia com algo que esteja fora do seu controle”. Aceite as suas limitações como ser-humano. Prefira agir a reagir – agindo você constrói o seu caminho, reagindo você trabalha nos caminhos que outras pessoas começaram.
16) TENHA AUTOCUIDADO: Cuide de seu corpo, de sua mente e de sua saúde. Ouço isso umas 10 vezes por dia, de toda a equipe médica que cuida de mim. Exercite a sua mente, desafiando-a com novos problemas e novas emoções.
17) TENHA AUTOCONFIANÇA: Não tente ser alguém que você não é. Saiba identificar os seus gostos e desgostos e passe a despeitá-los. Prefira ser um original inacabado e imprefeito de si mesmo, a ser uma cópia acabada e perfeita de outra pessoa.
18) ASSUMA A RESPONSABILIDADE: As pessoas felizes sabem e entendem que são 100% responsáveis por suas vidas. Elas assumem a responsabilidade por seu humor, atitude, pensamentos, sentimentos, ações e palavras. Elas são as primeiras a admitir quando cometem um engano.
19) AME DE FORMA INCONDICIONAL: Aceite as outras pessoas da forma como elas são e pare de colocar limites ao seu amor. Não deixe amar as pessoas apenas por não conseguir controlar ou compreender as ações das pessoas queridas.
20) INVISTA EM RELACIONAMENTOS: Olhe sempre à sua volta e defina em quais relacionamentos você deve investir. Estas escolhas definirão de forma importante a quatidade de sentimento que você terá lhe dando apoio durante o resto da sua vida. Não negligencie estes relacionamentos e dê, para cada um deles, o tanto de Amor que cada um exigir, este Amor voltará sempre.
Acima de tudo: seja verdadeiro consigo mesmo.
COMODO
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BEN GURR (TIME) DA 10 DICAS PARA A FORMAR NOVOS FOTOJORNALISTAS.
Fonte: http://ht.ly/2i8sK
1: Os fotógrafos têm que estar totalmente familiarizados com seu equipamento. Você não precisa – e muitas vezes nem tem tempo – pensar sobre o lado técnico das coisas. Tire muitas fotos de forma consciente e seu pensamento em breve será dedicado à imagem de forma inconsciente.
2: Estude o tema de sua pauta com curiosidade infantil e não se esqueça do fundo.
3: Use a luz que existe naturalmente e grave a cena como você e vê.
4: Tente não influenciar ou “maquiar” seus assuntos. Deixe que eles se comportem como se você não estivesse lá. A fotografia será mais verdadeira.
5: A câmera é uma ferramenta simples: não se empolgue com gadgets.
6: Avanços na tecnologia da câmera toenam os erros mais raros, mas se você cometer um, aprenda com ele.
7: O uso de software de computador para melhorar as imagens está superestimado e vem sendo usado em demasia. Confie mais em você do que na pós-produção.
8: As legendas existem para reforçar a mensagem das fotos e devem ser 100% precisas. Sempre verifique a grafia dos nomes. E tome muito cuidado para a foto que você produziu não DEPENDER de legendas. O bom fotojornalismo é auto-explicativo.
9: Converse com as pessoas: elas estão cheias de informações e histórias úteis.
10: As fotos premiadas serão inúteis se não forem vistos pela editoria de fotografia antes do prazo. Entenda como transmitir suas imagens em todas as situações.
E só por garantia: verifique se as suas baterias estão carregadas, mantenha algumas moedas na mão para parquímetros, tenha sempre bastante combustível em seu carro e esteja pronto para qualquer coisa!
OS MOTIVOS MAIS FURADOS PARA FOTOGRAFAR “DE GRÁTIS”
Caros leitores,
Esta pausa hospitalar está sendo um bocado interessante. Estou tendo tempo para rever antigas anotações, pensar sobre elas, escrever artigos, material de aula, novas palestras, rever amigos e trocar idéias sobre coisas que há algum tempo me provocavam.
Inaugurando uma nova era deste Blog, mais ácida e cultural, vou escrever sobre as desculpas mais esfarrapadas que já ouvi da boca de fotógrafos que se julgam profissionais e insistem em fotografar de graça. Lá vai a minha resposta:
1) O FOTÓGRAFO DIZ: “Todos os trabalhos de fotografia que eu faço são por indicação “boca-a-boca” de um cliente para o qual fotogafei de graça. E EU DIGO: Parabéns, você acaba de se tornar conhecido como o “profissional” que não espera ser remunerado de forma honesta pelo seu trabalho. Sempre que alguém precisar de um fótógrafo baratinho ou trouxa, vai ter alguém por perto para lhe indicar dizendo: “Eu conheço um cara que faz de graça”. Com um pouco de sorte estes clientes vão ao menos pagar o almoço durante o job!
2)O FOTÓGRAFO DIZ: “Sou apenas um jovem fotógrafo amador que está terminando a faculdade, não tenho despesas pois moro com meu pais, mas quero montar um portifólio do qual eu possa me orgulhar e que vai me ajudar a virar profissional. O dinheiro é algo com o que me preocuparei mais tarde”.E EU DIGO: Mais um filhinho de papai abastado (ou abestado, Tiririca) que não precisa de dinheiro, achando que os seus atos no presente não refletirão no seu futuro. Suponho que você, um dia, terá coisas como aluguel, alimentos, transporte, equipamentos, e outras coisas para se preocupar – ou você pretende viver à sombra dos seus pais para sempre e se gabar de poder fotografar profissionalmente e de graça? Saiba que o mercado não aceita desaforo, já dizia o Ministro da Economia.
3) O FOTÓGRAFO DIZ: “Hoje é diferente e só de faço fotos de graça porque a fotografia é digital. Há 10 anos existia o custo de processamento do filme, que nos obrigava a cobrar pelo menos o custo com material. Hoje, a fotografia pode ser de graça, afinal os pixels são de graça e o com o meu tempo livre eu faço o que bem entendo”. E EU DIGO: Pixels não são “de graça”. Uma câmera tem vida útil limitada a algumas centenas de milhares de cliques. Armazenamento de fotos tem um custo, softwares originais têm um custo, horas de pós produção têm um custo (tempo é dinheiro, lembra?), a mídia para gravar as fotos e entregar para os clientes têm custo.
4) O FOTÓGRAFO DIZ: “Depois que parei de me preocupar com cobrar pelas fotos que faço, passei a receber pedidos fotos por todos os lados. Não estou preocupado com dinheiro, quero que as minhas fotos beneficiem o mundo”. E EU DIGO: É óbvio que você passou a receber pedidos de fotos por todos os lados. Funciona mais ou menos como a dançarina (puta, em outras palavras) que sobe no balcão do bar com mini-saia, sem calcinha, olha para os clientes e diz “se você viu algo de que gostou, daqui a pouco estarei lá atrás entregando o que você pedir e de graça. Você se surpreenderia se a maior fila do mundo se formasse? Então, você quer “ajudar outras pessoas.” Que tal ajudar aqueles que ganham a vida produzindo fotografias, deixando de subcota-los? Essa é a melhor maneira de garantir que grandes fotografias continuem beneficiando o mundo.
5) O FOTÓGRAFO DIZ: “Eu apenas fotografo de graça para atores e modelos iniciantes, para treinar minhas técnicas de iluminação e para ajudar estas pessoas a ingrasserem no mercado de trabalho. E EU DIGO: Enquanto você pode pensa que está evoluindo com suas técnicas de iluminação, isso em nada ajuda no crescimento daquilo é mais importante – a confiança de saber que seu trabalho tem valor.
6) O FOTÓGRAFO DIZ:”Eu me ofereci para fazer um trabalho fotográfico para uma importante editora e agora minhas fotos estão publicadas numa importante revista, com o meu nome no cédito, aumentando a visibilidade do meu talento”. E EU DIGO: Está na hora de lapidar este ego. Antes de mais nada, citando o amigo Cláudio Fett, “Crédito não é moeda, é um direito! Respeite o fotógrafo”. Depois o máximo que você gonsegue é matar a oportunidade de trabalho editorial para outros fotógrafos com egos mais controlados. E saiba que a editora pode, sim pagar – embora pague piuco por este tipo de trabalho. E as editoras adoram um idiota disposto a fazer só pelo nome crédito. Ah! Já ia esquecendo… Sabe que lê crédito? Outros fotógrafos, que são as únicas pessoas que ainda se interessam por quem faz boas fotos.
PRONTO…
FALEI!
A EVOLUÇÃO DAS CÂMERAS FOTOGRÁFICAS
Se a fotografia ganhou muitos usuários com a popularização das câmeras digitais, acredito que uma boa parte do romantismo ficou perdido…
Para resgatar um pouco desta memória, convido-os a assistir este vídeo.
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