Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque esta escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o.
(Buda)
Quando nos dedicamos à fotografia de forma séria e tomamos a consciência de que somos artistas, um dos aspectos mais importantes – NA MINHA OPINIÃO – é o desenvolvimento do poder de crítica e de análise. E quando estamos com uma câmera na mão, o verbo que deve nos orientar é o “SENTIR”. Apenas quando SENTIMOS exercemos o PODER de criar algo que nos coloca em contato com a nossa Alma. Neste momento de criação a partir do SENTIMENTO, nossas crenças são colocadas em teste e podem ser validadas ou não.
Acredito que, na busca pela fotografia Zen, uma das chaves seja exatamente a permissão que devemos dar para que o SENTIR sobrepuje o ACREDITAR.
Comodo;
As palavras são bem traiçoeiras. A palavra sentir, especialmente, é traçoeiríssima, porque todos acham que sentem, e na verdade a maioria das coisas chamadas de sentimento são “emoçoes enlatadas”. Há sim uma compreensão que ocorre no nivel da experiência, que quando precisa ganhar descrição deve ser tão somente para nós a exploramos melhor, mas cuja verdade está na experiência e não na descrição.
Fotografia é um processo intelectivo, e o transe fotográfico uma espécie de mergulho na intelecção da visão. Sou um pouco cabreiro com a pregação anti-intelectiva em prol de uma sensibilidade que termina sendo traduzida por uma enunciação de sentimentalismos banais.
Pouca gente, muito pouca de verdade, empreende essa jornada em direção da experiência que significa. Para todos os outros quando se fala de sentir entendem como conjugação de sentimentalismo ou de produção sem pensar.
Pensar não é errado. Pensar é a coisa certa a fazer para os assuntos onde seja instrumento.
Ivan,
Obrigado por gastar minutos do seu tempo precioso e por ajudar a colocar a discussão num patamar BEEEM elevado.
Acredito que as nossas palavras serão boas balizas para ajudar aquelas pessoas interessadas em realmente PENSAR a fotografia, a compreender o significado do SENTIR.
Como vc muito bem assinalou, SENTIMENTALISMO é uma armadilha onde muitos ” artistas” ficam presos. E as tais “emoções enlatadas” é o que julgo existir de pior e que – de certa forma – o pensamento que transcrevi no início deste post busca combater.
E sobre a fotografia ser um processo intelectivo, concordo contigo. E acredito que a intelecção mais complicada seja a de si próprio. Em breve colocarei um post exatamente sobre este assunto: INTELECÇÃO.
Meu tempo não é tão precioso assim, Comodo -risos. Mesmo se fosse, gastá-lo em conversar seria dar a ele o devido valor.
Tem um artigo no Fotografia em Palavras cujo nome é Transe.
http://fotografiaempalavras.wordpress.com/2009/09/20/transe/
Grande abraço,
Ivan